28.4.08

Email mandado por engano pela chefe, sábado Havan encontro com Luani e os pais, falei com ela rapidinho e ela sem saber o que fazer... Proibição também, se eu falar o que eu quero...
Vai tarde.

| Comentários:

22.4.08

Sábado trabalhei das 8 as 18 horas e foi muito cansativo. Em casa dormi até as 20, tomei banho pra acordar e fomos no casamento em São João, MARAVILHOSO!
Domingo Gi veio almoçar aqui e só foi embora a noite (sem reclamações de casa) quando foi no cinema com a Lelê.
Hoje não estava muito bem, fraquesa e sono misturada com muita raiva por ver as pessoas fazendo tanto mal pras outras. E tudo sem motivo. Quero ver até onde vai...

| Comentários:

17.4.08

DESPEDIDA

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.


Martha Medeiros


| Comentários:

13.4.08


Até a rapa

Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40 graus, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Pois metade deste povaréu sofre de dor-de-cotovelo.
Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos têm um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação.
Por que isso acontece? Eu tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórica no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim.
Você sabe, o amor acaba.
É mentira dizer que não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: amizade, parceria, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor foi devorado até a rapa.
Dor-de-cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia, sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas as etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estar aberto para novos amores.
Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez.
Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e os maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo.
Isso é que libera a gente para ser feliz de novo.

Martha Medeiros




| Comentários:

11.4.08

Visita.
Cabelos. Não são animais. Ausência de sentimentos.
Trabalho.
Conhecendo melhor. Nem sei.

| Comentários:


Cobertura do showm feita pela jornalista Daise Ribeiro, minha filha.

Uma serpente no palco 08/04/2008


Ney Matogrosso ARRASA com o show Inclassificáveis, no CIC.



Desculpem-me os puristas, mas é impossível escrever 'imparcialmente' sobre um show assim. Ninguém sai ileso depois de uma apresentação do cantor Ney Matogrosso. Eu esperava, sim, um grande espetáculo, performático e atraente, mas Inclassificáveis superou todas as expectivas que eu criara. Fiquei, o show inteiro, num verdadeiro estado de transe - e sem exageros. Flagrava-me, muitas vezes, hipnotizada, de olhos vidrados no palco, e sorrindo, extasiada, por estar ali.

Ney não estava ali para seduzir ninguém, e no entanto seduziu todo mundo. E olha que sensualidade é uma palavra fraca perto do que ele transmite quando dança. Olhar para aquele corpo e pensar que Ney Matogrosso tem 66 anos é quase um disparate. Como dizem aqui na Ilha, "dás um banho, ô!"




A concepção de iluminação do show é de Juarez Farinon e do próprio Ney Matogrosso. O figurino, exuberante, é assinado por Ocimar Versolato - o macacão com o qual Ney inicia o show é composto por 40 mil micropaetês costurados à mão. Ele vai compondo e descompondo o figurino durante o espetáculo.

Pode-se dizer que o show possui dois momentos. No início, a apresentação é mais sensual, íntima. Depois, Ney Matogrosso explode em canções mais dançantes e o fundo do cenário vai mudando conforme as músicas se sucedem. E quem conseguiu comprar os ingressos para as primeiras filas ainda ganhou bônus: o cantor desceu do palco e caminhou entre a platéia enquanto cantava a música Por que que a gente é assim (Vale lembrar: mais uma dose? / é claro que tô a fim / a noite nunca tem fim / por que a gente é assim?).




Desde 1974 Ney Matogrosso não fazia uma turnê acompanhado de uma banda. Na última vez em que fez isso ele ainda cantava com o Secos e Molhados. A banda do show Inclassificáveis é composta por Carlinhos Noronha (baixo), Junior Meirelles (guitarra/violão), Segio Machado (bateria), Emilio Carrera (piano, teclado e direção musical), DJ Tubarão (percussão e pick up) e Felipe Roseno (percussão).

Inclassificável, sim. Inominável, indescritível, imperdível. Peço perdão mais uma vez àqueles que certamente criticarão o excesso de elogios deste texto, os adjetivos em demasia, mas são poucos, ainda, para descrever show tão bom e completo, produzido com primor em todos os detalhes. Duvido que alguém tenha saído do CIC ontem pensando algo diferente disso.

Só um P.S.: Não foi lançado ainda o DVD deste show. Mas no youtube já rolam alguns vídeos 'extra-oficiais', feitos de câmeras fotográficas caseiras ou mesmo de celular, com resolução bem baixa, mas que dão uma (apenas vaga) idéia do que o show reserva. Eu sugeriria o clipe da música Novamente ou este outro clipe, que mostra o final da música Sea e uma troca de figurino.


Daise Ribeiro
daise@guiafloripa.com.br
Fotos: Marcia Hack - Site oficial de Ney Matogrosso











| Comentários:

3.4.08

Viagem no sábado e volta no domingo a noite, muiiiito cansada.
A semana toda foi tumultuada, em todos os sentidos.
Perfil.3
privado.2

| Comentários: